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O que é lifelong learning?

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Os seres humanos têm uma habilidade inata: aprender. Quando bebês, nosso cérebro é uma esponja, capaz de fazer a quantidade impressionante de 1 milhão de conexões entre neurônios por segundo. À medida que o cérebro vai amadurecendo, essa atividade vai se reduzindo, mas ela jamais termina: até o fim da vida, o ser humano consegue aprender, e o cérebro se reorganiza estruturalmente para acomodar todos os novos aprendizados que consolidamos.

Assim, aprender é tão natural para nós quanto respirar ou se alimentar. Não estamos falando apenas da ideia tradicional de aprendizagem, como fazer uma faculdade, mas também das inúmeras aprendizagens que ocorrem a todo momento: quando entramos em contato com uma ideia nova, quando conhecemos um lugar novo, quando conversamos com uma pessoa que nos inspira a ver as coisas de outro modo.

 

Com essas premissas em mente, fica mais fácil entender a proposta por trás do conceito de lifelong learning, termo que significa, em tradução livre, “aprendizagem ao longo da vida”, ou “aprendizado contínuo”. Trata-se de um conceito bastante vinculado à vida profissional, mas não fica restrito a ela, podendo ser aplicado também como estilo de vida individual.

 

Antes de aprofundar no assunto, é importante darmos um pequeno spoiler: você já é um lifelong learner, mesmo que não tenha percebido ainda. Sim! Aprender com erros e buscar melhorar pessoal e profissionalmente são ações intimamente relacionadas a se tornar um lifelong learner. Empresas que promovem a cultura de aprendizado contínuo também veem na prática os efeitos dessa constante busca por se aprimorar.

 

Neste artigo, você vai entender o que é lifelong learning, como é possível se tornar um lifelong learner de maneira fácil, quais são seus benefícios e de que maneira as empresas podem estimular essa cultura para se desenvolver. Vamos lá!

Por que é importante investir em lifelong learning

Já se tornou praticamente um lugar-comum apontar que as sucessivas Revoluções Industriais fazem humanos e máquinas “competirem” pelos mesmos espaços nos setores produtivos. Entretanto, embora esse tenha se tornado um entendimento banalizado, ele é mais relevante do que nunca.

 

O avanço contínuo e rápido das tecnologias, que provoca mudanças constantes a nível quase diário para empresas e seus funcionários, faz com que assimilar a aquisição de conhecimento e o desenvolvimento de competências como tarefas restritas apenas aos anos universitários deixe de fazer sentido.

 

À medida que as transformações ocorrem, parte significativa dos conhecimentos se desatualiza rápido - o que faz com que a obtenção do diploma não seja mais o ápice final de construção deles. É a essa conclusão que chegou o estudo Future of humans – Changing lifestyles, rising opportunities (“Futuro dos humanos - mudando estilos de vida, aumentando oportunidades”, em tradução livre), lançado em 2020 pelo grupo financeiro suíço UBS.

 

Além disso, o estudo aponta outro fator relevante para a equação: a expectativa de vida vem aumentando e, com ela, ocorre o prolongamento dos anos dedicados à vida profissional, antes da aposentadoria.

 

Nesse contexto, é importante apontar que a ascensão vertiginosa das tecnologias pode trabalhar a favor da produtividade humana - mas apenas se essas tecnologias forem usadas considerando o desenvolvimento das habilidades necessárias para manejá-las. Se estão em constante transformação, a necessidade se torna outra: profissionais flexíveis, capazes de se adaptar às mudanças, e de entender de que forma investir em seu aprendizado contínuo.

 

Segundo João Cunha, Head de Educação do UOL EdTech, “é evidente que a saída para que esse enorme contingente de trabalhadores não seja ‘substituído por uma máquina’ não virá do modelo de aprendizagem tradicional. O velho sistema simplesmente não atende nossas demandas de inovação e escala”.

 

Ou seja: a aprendizagem, em tempos contemporâneos, está cada vez mais exigindo o processo de lifelong learning, em diversos meios: treinamentos corporativos, cursos livres, especializações, ou estudo por conta própria, em casa. “O aprendizado constante, autodirigido, livre, colaborativo e, que representa o lifelong learning, tem se mostrado a melhor opção para quem deseja manter seus conhecimentos e habilidades atualizados para a nova economia”, aponta João.

Lifelong learning vs. saúde mental

Ok, entendemos que adotar estratégias de lifelong learning se tornou praticamente um imperativo. Entretanto, colocar essas ações em prática requer, antes de tudo, um cuidado para que elas não entrem em conflito com uma vida saudável, física e psicologicamente. 

 

Essa preocupação advém do que chamamos de “infoxicação”, neologismo que mistura “informação” e “intoxicação” para dar nome ao sentimento de ansiedade relacionado ao volume avassalador de informações que recebemos todos os dias. Os algoritmos das redes sociais são estruturados para manter seus usuários o máximo de tempo possível nos aplicativos. Estamos o tempo todo sob uma chuva de propagandas e estímulos que nos impelem todo o tempo a consumir cada vez mais. Além disso, a própria agilidade e dinamicidade da tecnologia e das relações profissionais e pessoais de hoje acaba por influenciar as pessoas a se verem como verdadeiras “máquinas” de produzir.

 

Com todo esse excesso, adicionar mais um elemento à equação pode até assustar quem já se sente “infoxicado”. Porém, há uma boa notícia nesse sentido: o lifelong learning deve ser encarado como algo à parte do excesso de informações, uma vez que ele está diretamente associado à construção de um hábito saudável de aprendizagem do que da absorção de informações muitas vezes inúteis (ou que pouco contribuem para o desenvolvimento pessoal).

 

Para garantir que a incorporação do lifelong learning à rotina aconteça de forma bem planejada e saudável, é importante pensar sobre alguns pontos:

 

  • O aprendizado deve ser ressignificado

  • Se estamos o tempo todo aprendendo, desde o momento em que nascemos, por que é tão comum restringir a concepção de aprendizado apenas aos momentos em que estamos fazendo cursos na educação formal? Podemos aprender em inúmeras situações diferentes: conhecendo pessoas novas, viajando para lugares, lendo livros e estudando por conta própria, vivenciando situações nunca antes experimentadas… Ressignificar a concepção de aprendizagem, portanto, é essencial para quebrar o estereótipo de que só aprendemos em momentos específicos e, muitas vezes, mais “cansativos”.
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  • É necessário filtrar o que é importante

  • O excesso de informações da era contemporânea é inevitável. Entretanto, o que pode ser modificado é a forma como nos relacionamos com esse excesso, por meio de uma seleção mais criteriosa do que se quer consumir. Aprender a fazer escolhas que ajudem a evitar o sentimento de “infoxicação” é fundamental para começar a incorporar o lifelong learning.
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  • Defina o que você realmente quer aprender

  • Pouco adianta buscar uma cultura de aprendizado contínuo se ela não fizer sentido. Para evitar isso, é importante mapear seus interesses: afinal, o que você realmente quer aprender? O que te motiva, o que te traz prazer?
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  • Aprenda no seu ritmo

  • Criar os hábitos para manter uma rotina de lifelong learning passa, necessariamente, por manter aderência às estratégias criadas. E isso só acontece se essas estratégias fizerem sentido para a sua rotina. Assim, não adianta criar metas muito mirabolantes, que exijam um esforço ou tempo dos quais você não dispõe. É muito mais importante fazer uma análise minuciosa da própria rotina, com um olhar realista que indique quais são de fato os momentos em que você conseguirá se dedicar ao aprendizado.

O lifelong learning como estratégia para as empresas

Ao longo deste artigo, vimos que a automação e o avanço incessante da tecnologia são elementos que estimulam as pessoas a buscarem cada vez mais uma cultura de aprendizado contínuo.

 

Segundo João Cunha, isso ocorre principalmente porque “se por um lado a automação tende a eliminar postos de trabalho tradicionais, por outro pode impactar positivamente o crescimento do emprego, uma vez que pessoas que atuavam como garçons, cobradores de ônibus, caixas e outras tarefas repetitivas poderiam desenvolver habilidades mais alinhadas à nova economia”.

 

O relatório “Upskilling for Shared Prosperity”, publicado em 2021 pelo Fórum Econômico Mundial, indica que as regiões e as economias que mais prosperam e que tendem a dominar o cenário econômico global nos próximos anos são as que trabalharão para reduzir as lacunas entre as habilidades que as pessoas já têm e as competências que começam a ser necessárias para manter o ritmo de inovação.

 

Nesse ponto, o papel das empresas é fundamental. De acordo com João Cunha, nesse contexto ganham notoriedade dois conceitos: o de upskilling e o de reskilling.

 

O primeiro, upskilling, refere-se a quando um profissional precisa aprimorar seus conhecimentos nas áreas nas quais já está inserido, aumentando o seu domínio sobre o assunto e, consequentemente, aumentando sua adaptação a mudanças futuras.

 

Já o segundo, reskilling, acontece quando um profissional precisa buscar novas habilidades para se requalificar no mercado de trabalho, pois sua tarefa passou a ser automatizada - e isso faz com que esses profissionais tenham que buscar desenvolver novas competências para assumir desafios em outros cargos.

 

Segundo João, “é função das organizações promover esse desenvolvimento, criar ambientes dinâmicos, inovadores e eficientes para que as pessoas possam se sentir seguras e estimuladas a desenvolver novas habilidades nestes contextos de reskilling e upskilling. Só assim essas empresas vão conseguir desenvolver a competitividade necessária para prosperar no novo contexto digital”.

 

A boa notícia é que as empresas não estão sozinhas nesse processo de implementação de uma cultura de aprendizagem forte. As soluções do UOL EdTech para aprendizagem organizacional contínua permite que esse planejamento ocorra de maneira personalizada, de forma a atender às necessidades específicas de cada empresa a partir de um framework com cinco passos essenciais.

 

  • Definição de objetivos

  • Nesse momento, a empresa define seus objetivos estratégicos e de que maneira eles podem estar relacionados aos propósitos individuais dos colaboradores.
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  • Delimitação das habilidades desejáveis para a empresa

  • Com os objetivos em mente, fica mais fácil avaliar quais são as habilidades (ou skills) que a empresa deseja que seus colaboradores desenvolvam - o que facilita o processo de aprendizagem para todos.
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  • Criação das estratégias de aprendizagem

  • Nesse passo, as empresas definem quais serão os meios pelos quais as aprendizagens ocorrerão, quais conteúdos serão passados, em quais formatos etc. 
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  • Evidenciação dos aprendizados

  • Após a criação das estratégias, a empresa deve proporcionar espaços em que os aprendizados fiquem evidenciados e possam ser colocados em prática, como ambientes de troca de conhecimento, eventos de aplicação prática dos conhecimentos etc.
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  • Avaliação dos aprendizados

  • Por fim, é imprescindível dar oportunidade e espaço para que os colaboradores possam avaliar o processo de treinamento. Com isso, a empresa verificará se as estratégias foram bem sucedidas, se os conhecimentos promovidos foram realmente úteis para o desenvolvimento das habilidades pretendidas, entre outros.
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Agora que você entendeu mais sobre o que é e como funciona o lifelong learning, que tal descobrir como as soluções do UOL EdTech apoiam na implementação dessa cultura nas organizações?