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Do treinamento à ação: construindo líderes autênticos

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Você já parou para pensar no que realmente significa liderança? Muitas vezes, essa palavra está automaticamente ligada a título, a um cargo de destaque dentro de uma organização. 

 

No entanto, liderança não se resume apenas a ocupar uma posição hierárquica. Na verdade, qualquer pessoa pode ter a ação de liderar.  

 

Neste artigo – resumo do Learning Insights Talks com Felipe Urbano –, vamos explorar a verdadeira essência da liderança, desvinculando-a de meros títulos e demonstrando que é muito mais do que um substantivo – é um verbo em constante ação. 

 

Nessa reflexão, vamos descobrir como qualquer pessoa pode exercer a gestão de pessoas, independentemente do seu cargo formal, de forma autêntica e preparada para enfrentar desafios reais. Boa leitura! 

 
Cargos de liderança e as novas gerações 

Algumas pesquisas divulgadas no mercado indicam que as novas gerações não têm interesse em ocupar cargos de liderança. Por isso, é muito importante refletir sobre qual é a referência de líderes existentes. 

 

Funções de líderes e as novas gerações estão intrinsecamente ligadas à construção histórica e às influências familiares. Assim como o tipo de café que bebemos pode ser moldado por nossas experiências, a vontade de assumir papéis de liderança muitas vezes é influenciada pelo ambiente em que crescemos. 

 

É interessante notar que a maioria das pesquisas sobre o desejo de ser líder é conduzida com jovens cujos pais ocupam cargos de gestão. Isso sugere que esses jovens tendem a ver seus pais como modelos e referências para o que significa ser um gestor. 

 

Quando essas informações são divulgadas, elas dizem que liderar é um exercício difícil, que é necessário se responsabilizar por muitas pessoas, que isso dá muito trabalho e que é necessário ter muita competência e aguentar muita cobrança. A realidade é que ninguém quer isso. 

 

Ressignificação do que é ser líder 

Por esse motivo, é fundamental ressignificar a narrativa em torno do mundo do trabalho e da liderança. Precisamos entender que liderar não se resume apenas a ocupar uma posição de poder e autoridade. 

 

Em vez disso, é um processo contínuo de aprendizado e desenvolvimento, que envolve habilidades como empatia, comunicação eficaz e capacidade de inspirar e motivar os outros. 

 

Ao reconhecer e promover uma visão mais inclusiva e flexível da liderança, podemos encorajar as novas gerações a se envolverem ativamente na construção de um ambiente de trabalho mais colaborativo, diversificado e sustentável. 

Liderar não deve ser encarado como uma carga pesada, mas sim como uma oportunidade de criar um impacto positivo e significativo na vida das pessoas e nas organizações. 

 

3 verbos sobre liderar 

Felipe Urbano compilou uma lista dos "10 principais verbos sobre liderar", e você pode explorar o material completo clicando aqui. Abaixo, destacamos o que ele tem a dizer sobre três verbos.  
 

Microafagar 

Imagine que, repentinamente, é solicitado a alguém com dificuldade de falar em público que ela faça uma apresentação para várias pessoas. Em vez de ignorar ou desvalorizá-la, um líder verdadeiro se aproxima com empatia e oferece apoio. 

 

Em vez de microagressões que diminuem a importância do liderado, o "microafagar" constrói confiança e fortalece o vínculo entre líder e equipe. 
 

Retroceder 

Embora muitos discutam sobre avançar sem olhar para trás, é crucial reconhecer o valor de retroceder. Às vezes, para progredir, precisamos entender de onde viemos e o que construímos. 

 

Os líderes muitas vezes são orientados para o progresso, mas retroceder não significa estagnar. Pelo contrário, é uma oportunidade para honrar a história da empresa, analisar se as ações estão alinhadas com a cultura organizacional e ceder ao conhecimento adquirido para avançar com mais sabedoria. 

 

Insurgir 

Ser um líder insurgente é ser capaz de enxergar além do convencional. Não se trata apenas de agir fora do sistema, mas de encontrar maneiras criativas e justas de promover mudanças significativas dentro dele. 

 

Isso envolve enfrentar questões desafiadoras, propor soluções inovadoras e defender causas importantes, sempre com o objetivo de criar ambientes mais justos e honestos para todos. 

 

Em resumo, liderar vai além de simplesmente dar ordens ou alcançar metas. Envolve cultivar relacionamentos, aprender com o passado e buscar constantemente formas de melhorar e inovar. 

 

Esses três verbos – micro afagar, retroceder e insurgir – destacam aspectos essenciais desse processo de liderança e nos inspiram a ser líderes mais eficazes e compassivos em todos os aspectos da vida. 

 

Como é o líder do futuro?  

É crucial compreender que o futuro é dinâmico, e o mercado está em constante evolução. No entanto, muitas vezes nos perguntamos: como será o líder do futuro? Para responder essa pergunta, é importante refletir sobre algumas questões. 
 

Senso de direção 

Ao analisarmos competências futuras, é importante reconhecer que o epicentro das transformações não se encontra em um único local. Enquanto pesquisas e competências podem ser definidas por países como Estados Unidos ou da Europa, devemos lembrar que liderar em cenários como o Brasil requer uma sensibilidade única. 

 

Aqui, a "malemolência" brasileira se traduz em liderança resiliente, onde “a fé na vida é inabalável”. É essencial entender que conceitos como resiliência podem ter nuances diferentes em contextos diversos, como regiões periféricas. 
 

Aprendizado e reflexão 

A verdadeira compreensão da liderança não surge apenas de relatórios ou fóruns globais, mas sim da observação do impacto que causamos nos outros e da reflexão sobre nossas experiências passadas. 

 

Ao olharmos para trás, podemos aprender valiosas lições que nos ajudam a moldar nosso futuro como líderes. 
 

Desenvolvimento de habilidades 

Na formação corporativa, é essencial considerar o repertório adquirido ao longo da trajetória profissional e as leituras acumuladas ao longo do tempo. 

 

Certas habilidades e conhecimentos são fundamentais e não podem ser ignorados. Por exemplo, soft skills como empatia e comunicação são essenciais para liderar equipes de forma eficaz. 

 

Portanto, o líder do futuro é aquele que reconhece a importância da adaptação, aprendizado contínuo e desenvolvimento de habilidades essenciais para enfrentar os desafios em um mundo em constante mudança. 

 

O que é a Série Antídotos com Felipe Urbano?  

A Série Antídotos é um produto dentro do nosso streaming de conteúdos, o SapiênCia 360. Ela foi cuidadosamente desenvolvida para capacitar líderes, com o objetivo de fornecer uma estrutura sólida que não apenas orienta, mas também estimula reflexões profundas sobre o assunto. 

 

Nesta série exclusiva, o especialista Felipe Urbano guia os participantes por uma jornada envolvente, ao explorar os sintomas, estudos de caso e conceitos, fornecendo apoio aos líderes para que enfrentem complexidades. 

Tudo isso é projetado para oferecer apoio valioso às empresas e seus líderes, capacitando-os a enfrentar com confiança as complexidades do mundo empresarial atual. 

 

Quer saber mais sobre a Série Antídotos e o SapiênCia 360? Acesse: https://marketing.uoledtech.com.br/sapiencia  

 

Seus colaboradores prontos para liderar 

Em suma, fica evidente que a liderança é muito mais do que um título ou uma posição hierárquica; é um processo contínuo de desenvolvimento de habilidades e adaptação às mudanças.  

 

Ao reconhecer a importância do aprendizado contínuo, do desenvolvimento de habilidades essenciais e da promoção de uma visão inclusiva da liderança, podemos criar ambientes de trabalho mais colaborativos e sustentáveis.  

Liderar com leveza e autenticidade é fundamental para impulsionar o progresso e alcançar resultados significativos tanto para indivíduos quanto para organizações. 

 

Quer conferir na íntegra o bate-papo entre Felipe Urbano, consultor de liderança, empreendedor e conselheiro, e Rodrigo de Godoy, Diretor de Arquitetura Educacional do UOL EdTech?  

 

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