A Qulture Rocks, unidade de negócio do UOL EdTech, apresentou sua nova solução de inteligência artificial durante o QInsights, realizado no dia 15 de setembro, no Hotel Transamérica Berrini, em São Paulo. O encontro reuniu mais de 300 lideranças de Recursos Humanos e executivos de diferentes empresas e contou com a participação especial do historiador e escritor Leandro Karnal, convidado para ampliar a reflexão sobre os impactos da inteligência artificial e das transformações tecnológicas nas relações humanas e no trabalho.
Com o tema “Como conectar tecnologia e pessoas para o futuro do RH?”, o evento combinou conteúdo, networking e experiências práticas para colocar em discussão os desafios e as oportunidades trazidos pela inteligência artificial para a gestão de pessoas.
Ao longo da programação, a discussão passou tanto pelas possibilidades de aplicação da tecnologia nas organizações quanto pelo papel que conhecimento, pensamento crítico, ética e capacidade de adaptação continuam desempenhando em um cenário de transformação acelerada.
O grande destaque da programação foi o lançamento da MIA: Modelo Integrado de Agentes, uma arquitetura de agentes de inteligência artificial desenvolvida pela Qulture Rocks para apoiar diferentes momentos da experiência dos usuários e dos processos de desenvolvimento dentro das organizações.
MIA: inteligência artificial conectada ao contexto das organizações
Um dos principais conceitos apresentados no lançamento foi o DNA da organização.
A proposta é que os agentes de IA trabalhem não apenas a partir de informações genéricas disponíveis nos modelos de linguagem, mas também a partir dos conhecimentos, contextos e referências próprias de cada empresa. Dessa forma, a tecnologia pode oferecer interações mais alinhadas à realidade e às necessidades de cada organização.
A MIA pode apoiar atividades como responder dúvidas, orientar pessoas, trabalhar com informações da empresa e ampliar o acesso ao conhecimento, contribuindo para que o RH escale essas experiências sem aumentar proporcionalmente o esforço operacional.
A arquitetura reúne agentes especializados em diferentes funções: MIA Assistant, MIA Analytics e MIA Studio. A divisão busca direcionar a atuação da inteligência artificial de acordo com diferentes necessidades, considerando que, assim como as pessoas, a IA também possui limitações e precisa ser aplicada de forma contextualizada.
O lançamento encerrou a manhã conectando tecnologia e estratégia a uma das principais reflexões do QInsights: o futuro do RH não está apenas em adotar novas ferramentas, mas em entender como aplicá-las aos problemas, às pessoas e ao contexto de cada organização.
Leandro Karnal amplia a discussão sobre IA e pessoas
A reflexão sobre os limites e as possibilidades da inteligência artificial também esteve no centro da palestra de Leandro Karnal, palestrante convidado do QInsights.
O historiador e escritor falou sobre as transformações provocadas pela tecnologia e relacionou IA a temas como repertório, pensamento analítico, ética, liderança e capacidade de adaptação.
Entre as provocações apresentadas, Karnal destacou que o avanço da inteligência artificial não diminui a importância do conhecimento humano. Em um cenário de acesso cada vez maior à informação, ganha relevância a capacidade de interpretar, analisar e contextualizar aquilo que recebemos.
Outro ponto abordado foi a relação entre IA e vieses. Ao trabalhar com dados produzidos por pessoas, a tecnologia pode reproduzir ou ampliar distorções já existentes. Por isso, a inteligência artificial pode ampliar possibilidades, mas contexto, julgamento e responsabilidade continuam sendo humanos.
A discussão chegou também à liderança. Se delegar sempre foi uma competência importante para gestores, a IA traz uma nova pergunta: o que pode ser delegado à tecnologia — e o que não deve ser?
A participação de Karnal reforçou, assim, uma das premissas centrais do QInsights: discutir inteligência artificial não significa falar apenas sobre tecnologia, mas também sobre pessoas, comportamento, escolhas e as novas competências necessárias para navegar em um ambiente de transformação constante.
Experiências colocaram a IA em prática
Além dos conteúdos, o QInsights contou com ativações que levaram os temas do encontro para experiências práticas.
Na ativação “Enquanto você ouvia”, por exemplo, participantes compartilharam desafios de suas empresas e necessidades de desenvolvimento. Enquanto acompanhavam a palestra de Karnal, as informações eram utilizadas pelo Content Studio, solução de inteligência artificial da Qulture Rocks, para criar uma experiência de treinamento personalizada.
Já a dinâmica “O Q Resolve” convidou os participantes a identificar desafios reais de suas organizações relacionados a diagnóstico, desenvolvimento, educação corporativa e consultoria — os quatro pilares de atuação da Qulture Rocks.
Outra experiência, “Arquétipos do RH do Futuro”, propôs uma reflexão sobre diferentes formas de se relacionar com tecnologia e inovação, classificando os participantes em perfis como Guardião, Curioso, Conector e Visionário.
As ativações, somadas ao networking entre lideranças de empresas de diferentes setores, ajudaram a aproximar o debate sobre tecnologia dos desafios concretos vivenciados pelas organizações.
Um novo capítulo para o RH
Ao reunir mais de 300 lideranças, conteúdo, experiências e o lançamento da MIA, o QInsights colocou em pauta uma transformação que já faz parte da agenda das empresas: como utilizar a inteligência artificial para potencializar o trabalho das pessoas sem perder de vista contexto, cultura e responsabilidade.
A presença de Leandro Karnal contribuiu para ampliar essa discussão para além das aplicações tecnológicas, trazendo uma perspectiva sobre o papel do conhecimento, do pensamento crítico e da capacidade humana de interpretar e tomar decisões diante de um cenário cada vez mais influenciado pela inteligência artificial.
Para a Qulture Rocks, esse movimento passa por desenvolver soluções que conectem tecnologia às necessidades reais das organizações e contribuam para uma gestão de pessoas cada vez mais estratégica.
A MIA chega como parte dessa evolução, ampliando as possibilidades de aplicação da inteligência artificial aos processos de desenvolvimento e à experiência das pessoas dentro das empresas.


